lunes, 26 de julio de 2010

Aprenda Espanhol desde su Casa.

http://www.espanholgratis.net/

Este es uno de los sitios que sugerimos para que los Maestrantes puedan practicar el idioma Espanol.

lunes, 19 de julio de 2010

viernes, 2 de julio de 2010

Doutores UPAP com muito sucesso no MERCOSUR



PROFª. DRª. MARTA CANESE: Mestrado em Pedagogia e Didática - UPAP - Py; Doutora em Educação - UPAP - Py; Professora Universitária e Pós-Universitária em Programas Internacionais; Autora dos livros: Política Educativa en América Latina; Sociedad y cultura urbana; La Pedagogía Universitaria en el paradigma de la integración del MERCOSUR; Teorías Pedagógicas para el siglo XXI; Matemática desde un enfoque constructivo e Ciudad Ciudadana.

VER EL SIGUIENTE VIDEO

http://www.youtube.com/watch?v=RPChA5GdMDc

Doutores UPAP com muito sucesso no Brasil



FRANCISCO DE PAULA MELO AGUIAR, nasceu aos, 03 de abril de 1952, natural de Sapé/PB, cidadão honorário de Pilar e Santa Rita – Paraíba, filho de Sebastião José de Aguiar (agricultor) e Maria do Carmo Melo Aguiar (do lar). É casado com a Prof.: MS. Severina Bezerra da Silva Melo Aguiar. Formação universitária – CURSOS DE GRADUAÇÃO: Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (Direito); Bacharel em Teologia, Ciências Humanas; Bacharel em Psicanálise Clinica; Licenciado em Pedagogia; Professor de História, Geografia, EMC e OSPB, via EXAMES DE SUFICIÊNCIA pelo Centro de Educação da UFPB; Estágio Universitário na Câmara Federal em Brasília (1975). CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO : Especialista em Psicanálise Clínica; Especialista em Metodologia da Educação para Áreas Rurais; Especialista em Metodologia do Ensino Superior ; Especialista em Administração da Educação à Distância; Especialista em Psicodagogia; Mestre em Teologia ; Mestre em Educação e Doutor em PSICANÁLISE CLÍNICA, na área de concentração: A Didática na Teoria da Técnica Psicanalítica, pela Escola Superior de Psicanálise Clínica do Rio de Janeiro e University of European Peoples – Málaga – Espanha; Doutor em Teologia pelo ITEPAR – Instituto Teológico do Paraná – Maringá – Paraná; Mestre e Doutor em Ciências da Educação, pela UPAP – Universidade Politécnica e Artística – Assunção/PY - site: www.upap.edu.py. Grau universitário revalidado pelo MEC/ CAPES/UFPE.

Liberdade e Responsabilidade Moral.



Há pelo menos dois sentidos de "liberdade". Em um deles, "liberdade" refere-se ao montante de ações permitidas ou não-proibidas pelas leis de um pais. Podemos chamar a liberdade, nesse sentido, de liberdade civil. Podemos falar de graus de liberdade civil, pois podemos comparar dois países e constatar que num deles há mais liberdade ou menos liberdade que em outro. Um pais A tem mais liberdade que um pais B se todas as ações permitidas ou não proibidas pelas leis de B e mais outras são permitidas ou não proibidas pelas leis de A.

O outro sentido de "liberdade" é mais difícil de se determinar. Ele refere-se à liberdade que parece ser pressuposta em toda atribuição de responsabilidade moral e, portanto, em nossos juízos morais. A atribuição de responsabilidade moral consiste em considerar um agente como apto para receber punições (que podem ir das mais brandas às mais severas) por agir de modo moralmente incorreto ou recompensas (que podem ir das mais discretas às mais generosas) por agir de modo moralmente correto. Parece que a responsabilidade moral pressupõe que uma pessoa moralmente responsável é uma pessoa livre, em algum sentido diferente do sentido de liberdade civil. Em outras palavras, a liberdade parece ser uma condição necessária para responsabilidade moral. Parece que nada que não é livre é moralmente responsável.

Mas por que?
Suponhamos que a possibilidade de eu não realizar a ação A em t estivesse excluída e que, portanto, eu não pudesse evitar realizar A em t. Mas se eu não pudesse evitar realizar A em t, que sentido faria alguém me punir ou me recompensar por ter realizado A em t? Parece que isso seria análogo a recompensar ou punir uma máquina por ter realizado uma operação previamente determinada pelo seu projeto e pelas leis da natureza, ou punir uma árvore por ter caído em cima de uma pessoa devido à força do vento. Parece que para que alguém seja responsável pelas suas ações, tanto a possibilidade de realizar quanto a possibilidade de não realizar essas ações devem estar em aberto no momento em que o agente decide se as realizará ou não realizará. A liberdade, assim entendida, é a capacidade tanto de realizar uma ação quanto de não realizá-la em uma dada circunstância. Se somos livres e, por exemplo, em uma bifurcação de uma estrada, tomamos o caminho da direita, poderíamos, nessa mesmíssima circunstância, ter tomado o caminho da esquerda. Não importa como o passado tenha sido, se realizamos uma ação livre em uma certa circunstância, poderíamos livremente não tê-la realizado nessa mesma circunstância, bastaria querer não realizá-la, bastaria um ato da vontade.

Mas parece que uma ação é livre justamente porque esse querer, esse ato da vontade, é livre. Isso significa que, em uma circunstância em que tivemos vontade de realizar uma certa ação, poderíamos ter tido a vontade de não realizá-la. Parece que, se não fosse possível não ter uma certa vontade, então essa vontade não seria livre e, consequentemente, as ações que ela gera tampouco seriam livres. A liberdade parece ser isso: uma espontaneidade pura da vontade, uma indiferença em relação às circunstâncias. Algumas vezes procuramos explicar uma ação errada, apontando para fatores atenuantes, isto é, fatores que influenciaram o agente para que ele realizasse a ação errada e, por isso, demandam uma punição mais branda. Mas, pensamos, a menos que os atenuantes excluam a possibilidade do agente não ter realizado a ação, ele fez porque quis... Fez porque exerceu sua liberdade para fazê-lo, a despeito dos atenuantes, e, por isso, merece alguma punição, por mais branda que seja.

Liberdade nesse sentido eu chamo de liberdade metafísica, pois ela foi tradicionalmente pensada como uma propriedade essencial do ser humano. Entendida dessa forma, a existência da liberdade parece estar em franca contradição com o determinismo, isto é, com a tese que todos os eventos (inclusive nossas ações) estão previamente determinados. Se o determinismo for verdadeiro, então ou está determinado que uma pessoa realizará uma certa ação em uma certa circunstância, ou está determinado que essa pessoas não realizará essa ação nessa circunstância. Uma dessas possibilidades já está excluída pela determinação da outra. Logo, o determinismo parece estar em franca contradição com a existência de responsabilidade moral.

Algumas vezes se costuma dizer que se o determinismo é verdadeiro, então não realizamos escolhas. Isso não parece ser o caso. Se temos duas opções de sobremesa, por exemplo, frutas e bolos, e comemos um pedaço de bolo, então o que fizemos foi escolher o bolo. Se nossa ação de comer o bolo estava determinada, então nossa escolha estava determinada e, portanto, não era livre (se a liberdade tem a natureza descrita acima). Uma coisa é dizer que não há escolhas. Outra coisa é dizer que não há escolhas livres. Se o determinismo é verdadeiro, o que parece não haver são escolhas livres.

Professora Alessandra Piovezan Costa.
Maestrante en Ciencias de la Educacion por la UPAP.